Os melhores filmes

Bem-vindo amigo cinéfilo. Aqui você encontrará análises e críticas de filmes de todos os gêneros, de toda qualidade e de todas as épocas.Faça suas sugestões e críticas ao blog na construção de um centro aprimorado de discussão da sétima arte.Nós, Douglas Celente, Jorge Celente e Fábio Silva, esperamos que possamos ajudar vocês entrarem no maravilhoso mundo de uma arte quase perdida:o bom cinema. Diversão a todos.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Chocolate

(Chocolat, 2000, 121 min)

Saudações caríssimos amantes do cinema. Hoje falarei sobre uma produção pouco divulgada no Brasil, que conta com a presença de um grande ator de nossa geração: Johnny Depp. Quando digo "pouco divulgada" posso parecer um pouco forte demais, afinal você pode encontrar o DVD desse filme em qualquer franquia das Lojas Americas, por exemplo. Mas o que eu quero dizer é que Johnny Depp é lembrado por muitas outras obras antes dessa, como "Edward Mãos de Tesoura", "Em Busca da Terra do Nunca", e até mesmo "Piratas do Caribe" entre outras, o que deixa "Chocolate" no plano de fundo. Não que o filme seja uma maravilha cinematográfica, mas merece destaque na filmografia do ator, ainda que ele só apareça da metade em diante.  Indo aos finalmentes, a trama conta a estória de Vianne (Juliette Binoche), uma descendente de Maias que viaja de tempos em tempos com sua filha Anouk (Victoire Thivisol), de cidade em cidade, levando a todos sua receita milenar de chocolates.
Mas as aparências enganam e, embora os chocolates pareçam simples guloseimas confeccionadas por mãos habilidosas, os confeitos de Vianne têm um algo mais. Algum ingrediente que, aliado à fantástica percepção de Vianne de adivinhar as necessidades (e os chocolates favoritos das pessoas), faz com que o pequeno vilarejo ao qual chegou recentemente seja virado de pés para o ar. Ainda mais nesse pacato vilarejo francês, que preza pela tranquilidade e valores morais. Vianne é recebida com desprezo: suas roupas pouco comportadas (para os ladrões locais), sapatos vermelhos, batom, e o fato de ela não frequentar a igreja diminui ainda mais o apreço dos moradores para com ela, principalmente do prefeito da cidade, o Conde de Reynaud (Alfred Molina), que não mede esforços para atiçar ainda mais a animosidade dos cidadãos contra as recém chegadas.
E, apesar dos esforços da protagonista em se manter firme diante das ameaças do conde, as coisas não melhoram com a chegada de Roux (Johnny Depp) e seus amigos numa caravana montada em balsas. Estes novos visitantes são tratados com ainda mais repugnância por todos, tomados por marginais, vagabundos ou pior. No entanto são apenas pessoas que, como qualquer outra, pararam para descansar de sua viagem e comer um pouco, sem incomodar a ninguém. E apenas Vianne vê isso, e acolhe-os (principalmente Roux) com muita cortesia, irritando ainda mais os locais. O desfecho da estória vocês terão de descobrir por si mesmos, apesar de, pela sinopse já parecer óbvio. Como eu disse o filme não é nenhum clássico do gênero, mas está acima dos "blockbusters" que se vê por aí, principalmente na TV aberta e nos canais de filmes que temos disponíveis na TV a cabo.

Bom filme e muita pipoca a todos.




Título: Chocolate
Original: Chocolat
País: EUA
Elenco Principal: Juliette Binoche , Lena Olin , Johnny Depp , Judi Dench , Alfred Molina
Companhia: Miramax Films
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0241303/
 

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Senhor Dos Anéis - As Duas Torres

(The Lord Of The Rings - The Two Towers, 2002, 179 min)
Continuando a saga do anel, Peter Jackson volta com sua megaprodução que conta a aventura de Frodo Bolseiro na tentativa de destruir o Anel de poder. Vale lembrar que, ao contrário das trilogias convencionais, esta foi gravada ininterruptamente. Os filmes foram feitos todos de uma vez, o que evita imprevistos como morte de atores (Dumbledore em Harry Potter), atores que recusam atuar nas sequências, dentre outros, além de manter o pique e o foco de todo o elenco. No segundo filme da tríade, Jackson continua seguindo a receita de Tolkien, de forma que o filme se concentra do desenvolvimento de toda a trama, de forma a encaminhar a estória para um desfecho no terceiro filme. Em "A Sociedade Do Anel" os personagens foram apresentados, havia pouca ação e ainda estávamos sendo apresentados à trama. Agora, Jackson já nos joga mais informação sem mais delongas e nos mostra a evolução dos personagens principais, bem como seus conflitos internos, seja sutilmente ou de forma mais explícita. Por exemplo, temos Frodo, que padece com sua parte na missão de destruir o Anel, aparentando muito pouco amadurecimento (vê-se, ao final da saga, o quão errada é essa afirmação).
De outro lado temos Aragorn, que tem questões mais emergentes e a cada minuto de filme mostra mais e mais o líder nato que realmente é.
Mas não fica só nisso: Sam, Pippin, Merry, Elrond, Gandalf, Gollum, Théoden, Arwen, Eowyn, Gimli, Legolas e outros são de grande importância no desenrolar dos fatos, e também têm espaço na estória para mostrar a que vieram e o quão importantes também são para o desenrolar da trama.
Indo aos finalmentes, a trama tem três sub-estórias. Na primeira, Frodo e Sam continuam atravessando terras ermas, guiados por Gollum (agora Smeagol), em busca da Montanha da Perdição, onde poderão destruir o Anel e voltar às suas vidas pacatas. Isso se conseguirem voltar, pois Frodo acredita nisso cada vez menos, e Sam estará sempre lá para desviar esse tipo de pensamento do caminho dos Hobbits.
Na segunda ramificação temos Gandalf, Aragorn, Gimli e Legolas resgatando o Rei Théoden, de Rohan, e incitando-o à batalha contra os infindáveis exércitos de Saruman, compostos por Orcs e Uruk-hais. Muitos desentendimentos, os nervos de todos à flor da pele, e a chegada de amigos inesperados marcam esse segmento da estória, fazendo acender a chama e o espírito de combate no coração de todos.

Na terceira, mas não menos importante, parte da trama, Pippin e Merry se encontram com Barbárvore, um Ent que habita a Floresta de Fangorn e desconfia da natureza dos Hobbits. Fica a par da guerra que se desenrola e chama seus companheiros para um debate que determinará a posição dos Ents na batalha pela Terra Média. Tomam sua decisão, que inconforma os Hobbits, mas mudam de idéia ao ver o que a ambição de Saruman custou a seus amigos da floresta.
As Duas Torres é o elo de ligação de toda a obra de Tolkien. É talvez o mais be elaborado filme da trilogia. Como disse uma amiga minha: "É o meu preferido. Não é o mais bacana, mas nem sempre o mais bacana é o seu preferido".
Dou razão a ela, e endosso dizendo que é o filme mais bem balanceado da trilogia: tem batalhas e estória muito bem desenvolvidas, além de manterem-se bem fiéis ao livro. Muita coisa que você pode ver nos livros, no entanto, não aparecerá no filme por questões óbvias de orçamento, tempo, etc. Mas se você tiver a oportunidade de assistir (recomendo adquirir) as versões estendidas dos filmes perderá muito pouco.
Se você ainda não assistiu, corra já pra uma locadora ou loja de DVDs e não perca mais tempo. Junte a família e empanturre-se de guloseimas assistindo a essa beleza da Sétima Arte de nossos tempos.
Divirtam-se!



Título: O Senhor Dos Anéis - As Duas Torres
Original: The Lord of the Rings - The Two Towers
País: EUA
Elenco Principal: Elijah Wood; Ian McKellen; Sean Astin; Billy Boyd; Dominic Monaghan; Viggo Mortensen; Sean Bean; Orlando Bloom; John Rhys-Davies; Christopher Lee; Ian Holm; Hugo Weaving; Liv Tyler.
Companhia: New Lina Cinema
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0167261/

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Picolino

(Top Hat, 1935, 101 min)


Muito bem vindos ao ExcelenteFilmes. Começarei hoje uma série de posts sobre musicais feitos para o cinema entre os anos 30 e 50 e como primeiro filme falarei brevemente de Top Hat, o quarto filme da dupla Rogers & Astaire e seu primeiro grande sucesso.

Top Hat é uma comédia musical de 1935 na qual Fred Astaire interpreta um dançarino chamado Jerry Travers, que vai para Londres para estrelar em um show produzido por Horace Hardwick (Edward Everett Horton). No hotel no qual está hospedado, Jerry, ao dançar pela sala de seu quarto, acaba acordando a bela Dale Tremont (Ginger Rogers) que dormia no quarto logo abaixo. Ao ver Dale pela primeira vez, embora estivesse furiosa, Jerry isntantaneamente se apaixona por ela e diariamente lhe envia flores em um esforço inútil de desfazer o mal entendido.

Mais tarde, Jerry se disfaça de cocheiro de charrete e leva Dale para sua aula de equitação e acaba por ficar preso com ela em um coreto durante uma tempestade. É nesse ponto em que Dale finalmente começa a se deixar seduzir pelo charme de Jerry, porém erroneamente deduz que ele, cujo nome ela nunca soube, seja Horace, o marido de sua amiga, Madge Hardwick (Helen Broderick). Ao compreender a situação, Dale deseja partir de volta para os Estados Unidos mas é convencida por Alberto Bedini (Erik Rhodes), seu fã e estilista italiano, a aceitar um convite de Madge para se juntar à ela na Itália.
Antes de deixar o hotel londrino, Dale encontra mais uma vez com Jerry - que para ela ainda era Horace - e lhe dá um tremendo tapa no rosto sem nenhuma explicação. Preocupada com que o episódio do tapa se torne um escândalo, a direção do hotel resolve repreender um confuso Horace, que por sua vez coloca a culpa em Bates (Eric Blore), seu estranho criado. Após ordenar que Bates seguisse Dale, Horace recebe um telegrama de Madge dizendo que a senhorita Tremont está indo se encontrar com ela em Lido, Veneza. Radiante, Jerry se apressa em terminar suas apresentações em Londres e voa para Veneza acompanhado por Horace, que ainda nem deconfia que a bela Dale Tremont contou à Madge em seu quarto de hotel que seu marido havia feito insinuações maliciosas à ela. Na Itália, Jerry continua a ser confundido com Dale enquanto Horace é igualmente confundido pelas ameaças físicas de Alberto.
Descubra como os mal entendidos foram desfeitos no alegre e dançante desfecho de Top Hat. Como característica dos musicais dos anos 30, época em que o cinema vivia com maior intensidade o início de sua fase com sons, essa produção conta com belíssimas cenas de danças e uma trilha sonora impecável.





Título: O Picolino
Original: Top Hat
País: EUA
Elenco Principal: Fred Astaire; Ginger Rogers; Edward Everett Horton; Erik Rhodes; Eric Blore ; Helen Broderick.
Companhia: RKO
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0027125/
 

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domingo, 11 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

(Inglorious Basterds, 2009, 153 min)

Uma novidade, caros amigos do ExcelenteFilmes, falaremos hoje de um filme ainda em cartaz. Sim, falaremos de Inglorious Bastards, que em terras tupiniquins teve seu título traduzido literalmente para "Bastardos Ingórios". Sinto muito pelos que têm dificuldades com o inglês, mas o título deveria ter sido mantido no original.
Mas vamos ao que interessa, antes que o filme saia de cartaz e eu não possa lhes prevenir do que verão e, acreditem, vocês QUEREM ser advertidos. Não me entendam mal, eu gostei bastante do filme, mas devo deixá-los cientes que, como todo filme Tarantinesco, há muita violência. Sangue aos montes, sadismo, crueldade, etc. Mas, acreditem se quiser, passei a maior parte do filme rindo a não mais poder. Tarantino parece ter encontrado uma receita funcional que faz toda a violência vista na tela ser amenizada por doses constantes de humor.
Brad Pitt, que interpreta o Tenente Aldo "Apache" Raine, está magnífico mais uma vez. Aliás esse cara vai entrar pro rol dos grande atores de nossa geração. Atuações como em Snatch, Entrevista com o Vampiro, Sete Anos no Tibete, entre outras não serão esquecidas pela história.
Mas, voltando à película, a trama se desenvolve em torno da França quando dominada pelos nazistas. Não se engane, no entanto. É uma ficção que mostra uma História alternativa, não necessariamente baseada em fatos reais.
Nesse contexto, o Tenente Aldo é chamado, justo de seus homens, para uma missão na França. Tudo o que eles devem fazer é eliminar nazistas. Tantos quanto seja possível. O grupo, chamado "The Bastards" (Os Bastardos) é famoso pelos requintes de crueldade e absolutamente nenhuma piedade por seus alvos. Também são famosos por sua marca registrada, que rendeu ao seu Tenente o epíteto de "Apache": o grupo recolhe escalpos de suas vítimas, e Quentin Tarantino tomou o cuidado de mostrar nitidamente o ato do escalpelamento.
O grupo sai em sua missão, mas tem um grande adversário pela frente, o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz). Também conhecido pela alcunha de Caçador de Judeus, ele é famoso por ser um excelente investigador, e mesmo o menor dos detalhes jamais escapa a seus olhos.
E enquanto os Bastardos ficam famosos e se tornam temidos pelos soldados alemães (além, é claro, de enfurecer o Führer), Coronel Landa se empenha na captura de Judeus e dos próprios Bastardos.
Pra quem procura ação, diversão e não se importa com uma boa dose de sangue, esse filme é uma ótima pedida para um fim de semana nas telonas. Os fãs de Tarantino vão se deliciar.
Até a próxima.




Título: Bastardos Inglórios
Original: Inglorious Basterds
País: EUA
Elenco Principal: Brad Pitt; Mélanie Laurent; Christoph Waltz;
Companhia: Universal Pictures
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0361748/ 


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sábado, 10 de outubro de 2009

Monty Python - Em Busca Do Cálice Sagrado

(Monty Python And The Holy Grail, 1975, 91 min)


Sejam mais uma vez bem-vindos ao ExcelenteFilmes, que hoje faz uma homenagem a um grupo de atores que revolucionaram a TV e o cinema mundial na década de 70. Monty Python comemoraram no dia 5 de Outubro seu quadragésimo aniversário desde a formação do sexteto originalmente formado por John Cleese, Arthur Graham Chapman, Eric Idle, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones, na Inglaterra, produzindo o programa Monty Python Flying Circus, caracterizado pelo humor sem noção do grupo.
Hoje falaremos de uma produção Pythonesca para as telonas, chamada Em Busca Do Cálice Sagrado. A película faz uma paródia com as Cruzadas Medievais e os Cavaleiros da Távola Redonda. Arthur Chapman interpreta Rei Arthur e busca súditos para fundar Avalon e encontrar o Santo Graal, que é sua missçao divina. O grupo, formado por Sir Robin, Sir Galahad, Sir Lancelot, Sir Bedevere e Rei Arthur, sai em busca do cálice sagrado enfrentado os mais absurdos perigos, os inimigos mais idiotas e as situações mais sem nexo que a mente humana pode conceber (se é que os Python eram, de fato, humanos). Dentre as cenas mais famosas, que vocês podem, inclusive, encontrar na página oficial do grupo no youtube, destacam-se a cena do Cavaleiro Negro, Os Cavaleiros-Que-Dizem-Ni, a discussão a respeito das andorinhas, dentre outras.
Monty Python é diversão na certa e para todas as idades. O humor deles não tem fronteiras, nem religiosas nem de raça: esculhambam a tudo e a todos (inclusive eles próprios) sem distinção e são a base para a maioria dos humoristas e programas de humor desde então, sendo difícil encontrar qualquer comédia que não tenha ao menos um pezinho nos ensinamentos do grupo britânico, ainda que muitos sequer saibam que tal grupo existiu.



Título: Monty Python - Em Busca Do Cálice Sagrado
Original: Monty Python And The Holy Grail
País: Reino Unido (Inglaterra)
Elenco Principal: John Cleese; Arthur Graham Chapman; Eric Idle; Michael Palin; Terry Gilliam; Terry Jones.
Companhia: Michael White Productions
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0071853/

 

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Cantando Na Chuva

(Singin' In The Rain, 1952, 103 min)

Olá caro leitor. Falaremos hoje de um clássico dentre os musicais que provavelmente todos já conhecem, ou ao menos ouviram falar: Cantando na Chuva. Este maravilhoso e divertido filme conta e estória de Don Lockwood (Gene Kelly), um galã das telas que de repente vê o futuro lhe alcançando os calcanhares, à medida que o cinema mudo (sua especialidade e meio de vida) começa a ficar para trás com a chegada do cinema falado. Qualquer filme que se atreva a não acompanhar o avanço tecnológico estará fadado ao fracasso e perder a corrida no mercado cinematográfico. Mesmo o par romântico em voga, constituído por Don Lockwood e Lina Lamont (Jean Hagen) não pode competir, por si só, com a maravilha de assistir a um filme sem ter de ficar lendo o que se passa. Pelo contrário, um novo mundo de emoções surge à medida em que os espectadores podem sentir as expressões de seus atores favoritos nos timbres de suas vozes.
Sendo assim, Don e Lina passam a tomar aulas de dicção de forma a engajar na nova moda sem passar por embaraços, e fazem a adaptação de seu último filme para o cinema falado. Uma verdadeira catástrofe. Além de, na estréia, o áudio e o vídeo terem ficado fora de sincronia, o público descobriu que sua musa, Lina Lamont, linda e sensual, era dona de uma voz capaz de fazer um padre rir num funeral. O filme em cartaz, que a princípio deveria ser romântico, pareceu surtir o efeito da melhor comédia do ano. Todos riram da produção, dos produtores e dos atores.
Teria sido o fim da carreira de Don, não fosse a idéia e ajuda de seu grande amigo Cosmo Brown (Donald O'Connor) e de sua amada Kathy (Debbie Reynolds) em dublar a voz de Lina sem que a atriz saiba.
Os meios para fazer isso e as consequências desse plano mirabolante vocês poderão conferir em Cantando na Chuva, caso ainda não o tenham assistido. O filme é regado a muita música, bom humor, excelentes atores e aos sapateados desconcertantes de Gene Kelly e Donald O'Connor.
Confiram e se deliciem. Assistam com a família e deixe seus filhos descobrirem a magia de um bom musical dos tempos em que atores sabiam dançar, cantar, sapatear, tocar instrumentos, fazer acrobacias, dentre outros.



Título: Cantando Na Chuva
Original: Singin' In The Rain
País: EUA
Elenco Principal: Gene Kelly; Donald O'Connor; Debbie Reynolds
Companhia: Loew's
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0045152/

  

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O Senhor Dos Anéis - A Sociedade Do Anel

(The Lord of the Rings - Fellowship of the Ring, 2001, 178 min)

Chegou a hora, caros (e raros) leitores, de falar de uma das mais grandiosas empreitadas do cinema mundial. Grandiosa tanto em sua importância para a Sétima Arte quanto nos aspectos de produção e orçamento: O Senhor Dos Anéis. No entanto, e no intuito de tentar manter matérias suscintas, dividirei o tópico em 3 partes, seguindo a trilogia, qual seja:

- A Sociedade do Anel;
- As Duas Torres;
- O Retorno Do Rei.

Baseada na obra de J.R.R. Tolkien, este tem tudo para vir a se tornar um clássico do cinema atual em anos vindouros. A geração atual terá do que se orgulhar, da mesma forma que nossos pais se orgulham de Casablanca, Ben Hur, etc.
Para começar devemos deixar claro que, apesar de a obra cinematográfica ser dividida numa trilogia, assim como a literária, originalmente Tolkien havia escrito TODA a estória em um único compêndio. No entanto, por questões de custo e por acharem que seria estória demais para ser lida de uma só vez, a editora
convenceu Tolkien a dividir sua obra em três títulos, como listado acima.
Mas primeiro as coisas primeiras: falemos da película subtitulada "A Sociedade do Anel". Seguindo a proposta do livro de mesmo nome, este filme mostra como Frodo (Elijah Wood), um pequeno e pacato Hobbit, descobre que seu benfeitor, Bilbo (Ian Holm), foi embora sem mais satisfações, deixando para ele sua toca no Bolsão, sua fortuna e um estranho anel. Mal sabia Frodo as aventuras pelas quais teria de passar por conta desse anel.
Gandalf (Ian McKellen), um sábio e poderoso mago, aconselha Bilbo a esconder o anel e nunca o usar, pois o mago tinha sérias desconfianças a respeito dele.
Saiu, então, para procurar informações e, quando voltou, apressou Frodo para que saísse de sua terra (o Condado) o quanto antes e fugisse para terras distantes, pois o dono original do anel, que não era Bilbo, estava em busca de seu tesouro, e Frodo tinha de fugir.
O anel não era simplesmente um anel qualquer. Era O Um Anel, mencionado em lendas e contos antigos, sempre relacionado a desastres e tragédias, e foi forjado por Sauron, senhor das trevas, em tempos longínquos. Após ter sido derrotado na última grande batalha Sauron perdeu o Anel, que lhe trazia poderes sem comparação, e agora estava de volta com o intuito de governar toda a Terra Média.
Assim, Frodo sai do Condado foragido, em companhia de seu inseparável amigo Sam (Sean Astin), depois se encontrando com Pippin (Billy Boyd) e Merry (Dominic Monaghan). Durante sua jornadase une ainda a dois Homens, conhecidos como Passolargo (Viggo Mortensen) e Boromir (Sean Bean), um elfo chamado Legolas (Orlando Bloom) e um anão de nome Gimli (John Rhys-Davies). Após os conselhos de Elrond (Hugo Weaving) estes partem um uma jornada rumo à Montanha da Perdição, o único lugar onde o Anel pode (e deve) ser destruído, de forma a acabar de vez com as ambições de Sauron antes que este alcance seus objetivos maléficos e converta todo o mundo em súditos sanguinários.
A jornada da companhia segue em frente e muitos problemas aparecem. A longa viagem mexe com os ânimos de todos e os perigos do longo percurso até o destino final estão sempre à espreita. Dentre os obstáculos a serem transponidos está o Saruman (Christopher Lee), o mago branco, superior de Gandalf que se alia a Sauron em seus objetivos malígnos.
Há ainda Gollum, uma criatura de caráter duvidoso que os segue a uma distância segura, mas nunca tira os olhos dos viajantes. Ele era o dono do Anel, a quem ele chama Precioso, antes de Bilbo, e o teve por muito tempo e agora o quer de volta.
"O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" é uma adaptação incrível de uma obra espetacular, precursora gênero atual de fantasia e uma belíssima estória que envolve de tudo: amor, amizade, guerras, mitologia, suspense, drama, etc. Recomendado para toda a família desde as crianças até os mais velhos, mas recomendo uma bela baciada de pipocas e refrigerante aos montes, porque o filme é longo, e fica difícil tirar os olhos da tela.




Título: O Senhor Dos Anéis - A Sociedade Do Anel
Original: The Lord of the Rings - Fellowship of the Ring
País: EUA
Elenco Principal: Elijah Wood; Ian McKellen; Sean Astin; Billy Boyd; Dominic Monaghan; Viggo Mortensen; Sean Bean; Orlando Bloom; John Rhys-Davies; Christopher Lee; Ian Holm; Hugo Weaving; Liv Tyler.
Companhia: New Lina Cinema
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0120737/

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